12 de abr. de 2015

O Poeta acorda com a cara amassada e a gata pedindo comida. No chão tanta roupa e Ele sem nenhuma. Quase de luto pelo tempo perdido pensando antes de fazer o café, se entrega a maquina de escrever antes que seja consumido por Si mesmo. O cinzeiro cheio e a casa vazia como o(s) copo(s). Os corações acordam sem cor nenhuma nos dias de domingo de sol e humor azedo. Uma cerveja e o mundo gira pra acordar debaixo de musica pesada. O Poeta pega o Caderno azul e começa a escrever de novo a continuação daquela estória de novo, matando e perdendo personagens que por ilusão nunca morreu, só sumiu.

31 de mar. de 2015

O Poeta desliza no chão molhado, deve ter sido o copo que virou enquanto dormia e sonhava. Sonhos nem sempre são uteis pra Ele. Uma tragada funda no cachimbo longo e a fumaça toma conta da sala. Voam aros de fumaça sem direção pro deleite simples do Poeta. Que dia complicado. Nem sempre Ele sabe o que faz e sem querer saber; o que custa caro.
Naturalmente fluido, mas cinco ou seis paginas brotam dentro da maquina de escrever, satisfazendo as sombras e se alinhando com inspiração.

11 de mar. de 2015

O Poeta desperta no susto, a cama não ta vazia e não ha roupas. Um rastro de unha nas costas e um sorriso no rosto daquela que dormia na cama. Ele catou uma bermuda no chão e foi lavar o rosto. Pegou o cachimbo e fumou a observando dormir, sem muita noção do que estava efetivamente acontecendo. Os olhos fogem dele mesmo no espelho e os suspiros arremessam direto pra mesa escrever. Mas antes prepara o café e a deixa dormir, até levar poesia e a caneca quente pro quarto, com o cigarro fino e verde na orelha. Quando desperta, olha a lua cheia da janela e percebe o quão lascado Ele esta.

23 de jan. de 2015

O Poeta se mistura na massa e observa as ruas escuras do centro. A noite é encantadora e inspiradora para Ele. Visceral e exagerado, observa a todos e anota num bloco pardo de anotações no bolso da bermuda larga. Outro batuque chama atenção e coloca num transe entre inspiração e paixão; tentando fugir pra escrever. Fugiu pra dentro da mente e saiu com muitos versos. Jogou tudo dentro do caderno e acendeu um cigarro fino e verde. Deu três ou quatro tragadas e foi andando, tantas ruas e tantos personagens. O frio faz voltar a atenção aos pés gelados e ao café que já esfriou na caneca. O Poeta anda com a cabeça na lua ou dentro de um copo e até e uns decotes. O coração Dele foi mordido dentro do mar, na barra da saia rodada. O platonismo O pegou de jeito, e jogou em cima da maquina de escrever; de onde observa dentro da mente textos a decorar e pouca roupa cobrindo a pele escura.

6 de jan. de 2015

Dias e dias o Poeta não sai de dentro da mente, espancando a maquina de escrever. Ainda com alguns flashs das ultimas noites Ele purifica a alma na lagoa. Fio de contas a postos e orações no mar. A inspiração não falta mais, nem as palavras.
Os dias acordam felizes, principalmente aqueles que ele ainda nem dormiu.
O Poeta faz outro bule de café e enche o cachimbo e volta pra maquina de escrever a beira da janela. A casa incrivelmente, se mantém limpa junto com a mente e o peito. O Poeta está pleno. 

2 de jan. de 2015

O ano vai acabando e o Poeta faz fumaça e procura branco pra vestir. O fim do ano veio com o fim de tudo, pelo menos tudo que lhe foi caro porém era frágil. Poem a vida na mochila e sai. Os dedos ágeis escrevem uma poesia enquanto fuma um cigarro no ponto de ônibus. A mente corre solta. Dentro da mochila um arsenal contra a sanidade. O banho de descarrego foi antes da meia noite. Lavou a alma e o corpo. Depois do segundo minutos dentro d'agua foi com pedidos e rezas. O Poeta sentiu o peso sair das costas e do peito. O Poeta esta livre de novo.

29 de dez. de 2014

O Poeta recupera suas forças, o fim do inferno astral era anunciado dias antes. Depois do inverno na mente a maquina de escrever volta a fazer seus sons. Soltando gritos a cada batida na tecla, um prazer a cada golpe forte. A casa que tinha ficada vazia, volta a ser completa.
Ele volta metralhando verso e se encantando com a vida, as boas novas do novo ano vieram precoces; mas no tempo certo. Uma olhada pela janela e o céu começa a fechar, a chuva não vai tardar.
A inspiração volta, com uma voz que vem de longe e se aloja na cabeça. O vento fresco chama o Poeta pra rua, procura o abraço e seguir a direção que o vento dá. Até sentar na areia e olhar o sol nascer na ponta das pedras e escrever na areia. "Paciência; o mais difícil o tempo resolveu"